Apenas seja.

Entender o elo de ligação que faz com que os pais projetem nos filhos expectativas que não condizem com a realidade. Esta é a minha missão nesse momento.

Gostar de carne, frango, homem ou mulher. Atuar como físico, jornalista, engenheiro ou palhaço de circo. São apenas preferências, tão medíocres quanto nossa breve existência no planeta. E justamente por ser dona de uma existência tão breve, eu escolho a felicidade. Escolho ser quem eu sou, por mais egoísta que essa escolha possa parecer.

Cultivo um profundo amor por meus pais. Mas também cultivo um profundo amor por quem sou, e tenho plena noção de que, como cantam os Engenheiros do Hawaí, somos quem podemos ser. Temos nossas peculiaridades e diferenças, que servem para exercitarmos a tolerância e o respeito.

Enquanto as pessoas se preocuparem com o que faz o outro feliz e não com a felicidade em si, teremos esse mundo violento, caótico e amargo. Ninguém gosta de causar sofrimento ao outro, principalmente quando o outro é alguém que você ama muito. Mas se o sofrimento é causado por uma simples preferência, não há nada que possa ser feito.

Ame-se. Seja quem você é, seja o que você gosta de ser. Faça apenas o que te dá prazer. Felicidade e egoísmo andam juntos, feliz ou infelizmente.

Eu quero depender de alguém sim

Alguém com quem a gente possa contar. Isso acabou, não existe mais. Todos estão preocupados se vingando ou trabalhando pra ganhar mais dinheiro. Não querem depender dos outros. É legal ser independente, mas até que ponto essa independência é positiva? Se continuarmos assim, seremos todos sozinhos pra sempre. Eu quero depender de alguém sim. Quero ter alguém pra me levantar quando cair. Consigo levantar sozinha, mas com ajuda é sempre melhor. Todos precisamos de ajuda, mas não admitimos. Preferimos resolver sozinhos. Muitas vezes não conseguimos resolver, mas vamos alimentando feridas que não cicatrizam, até que virem um grande câncer. Gente que pensa que é forte, mas não é. Gente frustrada. Gente que prefere o ódio ao amor. A Coca-Cola, em sua nova campanha para a TV, diz o tempo todo que os bons são maioria. Vocês vão me desculpar, mas se isso é realmente verdade, onde estão os bons? Não encontro de jeito nenhum. O que eu vejo é gente sozinha, que não sabe conversar nem se relacionar. Amo a internet. Amo as redes sociais. Mas sabe, um pouco de calor de vez em quando é bom. Faz bem. Boca com boca, corpo com corpo. Carinho, cafuné no cabelo. Enfim… coisas raras nos dias de hoje. Fica o recado: se você tem com quem contar… preserve essa pessoa. Não é todo dia que encontramos alguém disposto a compartilhar e aprender. Somos todos preguiçosos.

Bom dia?

Será possível que tudo precisa mudar? Certas coisas deveriam ser estáveis, mas a vida simplesmente ignora nossa opinião. Amar não é dizer que ama. Amar é fazer por onde. Vivemos uma época de carências e urgências que são saciadas através do significado de palavras que, de fato, não passam de palavras. Muito é dito, pouco é feito… e o que é dito muda com a velocidade da luz. Quando essa mudança acontece, a cabeça fica confusa. Tanto foi prometido, tanto foi esperado… mas não ter pelo que esperar também é ruim.

Quando o jogo vira, é necessário recolher as cartas e estudar uma nova maneira de ganhar. Acordar, lavar o rosto e enxergar no copo sujo de café uma solução. Uma solução que equalize os desejos e não banalize o que chamamos de sentimentos. Eu te amo na segunda, mas na sexta te odeio e não quero mais conversar. Saímos para jantar na quarta, mas no domingo já quero almoçar sozinho. Explicitam o amor de todas as formas possíveis, mas ele passa por nós tão rapidamente que sofrer se torna algo corriqueiro. Vamos andando, o trem já vai partir e amanhã temos um novo e veloz começo.

O jogo da calcinha bege

Sempre quero escrever sobre assuntos não permitidos. Sou romântica, sou cafona. Quero falar muitas coisas mas é preciso ter cuidado, a gente tem que se preservar e se reinventar sempre.
A dica é: não se mostre. Não se mostre nunca. Sempre fui contra joguinhos. Se eu ligo, estou demonstrando interesse. Se não ligo, não demonstro que quero. Mas depois de algumas experiências, vejo que o jogo é necessário. As pessoas não funcionam sem jogos. É tudo muito louco, acompanhem comigo… se quero algo, não posso mostrar que quero. Acho isso um absurdo, mas o conselho mais comum que recebo é: finja que não está nem aí. Nasci com defeito, não sei fingir. Resultado: vou ficar solteira pra sempre. Caso isso de fato aconteça, já aviso que serei bem feliz. Não terei que mudar meu jeito por ninguém, e meu gato provavelmente vai me amar como sou. Vou poder usar calcinha bege. Vou poder deixar a toalha molhada na cama. Vou poder dormir ocupando a cama toda. Claro que existem alguns contras, mas já estou velha. Tenho preguiça de me adaptar ao outro. Goste de mim como sou ou se retire, porque honestamente, não vou mudar. E nem quero.

Pela dor, pelo amor… whatever.

Sabe que eu cansei de estar cansada, de querer e não ter, de escrever, escrever e escrever… hoje acordei com um pouco menos de energia, energia essa que já está operando em sua capacidade máxima para tentar me botar em pé de novo, com o coração partido e a cabeça erguida. Sabe que minha melhor amiga hoje disse que vou encontrar alguém tão especial quanto eu, e eu disse que já havia encontrado. Nesse ponto ela me interrompeu, falou que se eu tivesse realmente encontrado, você estaria comigo. Nesse ponto eu fiquei calada.

Essa minha vida muda muito em pouco tempo, e sabe o que mais? Eu estou farta de mudanças. Eu não queria mudar. Queria você, queria te ver dar risada de alguma coisa idiota de novo. Mas se mudar é ‘ o melhor que tá tendo ‘, como você costumava dizer, não adianta lutar contra, né?

Queria estabilidade. Um apartamento bagunçado, um cachorro sujo e um filme na TV. Acho que é aí que eu peco. Tenho 22 anos, estou no clímax da minha juventude e penso como uma mulher de meia idade, que quer se casar e descansar logo. Cansei de ficar bêbada, de ouvir batidas incompreensíveis na balada e de voltar pra casa com aquele sentimento de ” what about tomorrow? “. Me aceita, sabe. Se eu te aceitei como você é, com esse monte de defeitos absurdos, me aceita também com os meus.

A única explicação que encontro é a de que seu amor não era suficiente. E não devia ser mesmo. Interrompeu tudo o que poderia acontecer, todo o aprendizado que poderíamos ter… por causa da falta de paciência e da falta de tolerância. Fico imaginando como devo ter sido substituída rapidamente. Seu silêncio grita isso dentro de mim.

Mas o esforço que eu estou fazendo para te apagar da minha memória com certeza vai me trazer mais um aprendizado. Só não aguento mais aprender na dor. Queria aprender no amor. Pelo menos uma vez…

Quer comprar? Tô vendendo.

Talvez seja mais fácil viver sozinho.
Talvez seja mais fácil viver sem saber que existe uma outra pessoa do lado de lá, com expectativas e sonhos para construir.
Talvez seja mais fácil ser, simplesmente, egoísta.
Talvez seja mais fácil não ter que explicar, não ter que ligar.
Talvez seja mais fácil não ter que tentar e enfrentar a frustração de errar.
Talvez seja mais fácil evitar lágrimas e corações partidos.
Talvez seja mais fácil esquecer do que compreender.
Talvez seja mais fácil desistir do amor.

Talvez se as pessoas soubessem como esse sentimento é importante… ou talvez se eu deixasse de dar tanta importância a ele… nada disso teria acontecido.

Eu só queria te dar o meu amor. Mas acho que meu amor foi muito pra você.

Acho que meu amor é muito pra todo mundo. Vou começar a vendê-lo para quem não tem, já que quando o ofereço livremente, todos fogem.

Vender é melhor. É.

One more drink and I’ll move on. I promise.

Olhos nos olhos

Vou guardar

A cada momento morro de saudade de você. 13:30 e estou morrendo de saudade. 13:31 e estou desmaiando de saudade. Faz só um dia que não nos falamos. Mas é como se fossem anos. Ouço sua voz repetidas vezes dentro da minha cabeça… e me mortifica saber que é só lá dentro mesmo que ela está. O que eu faço agora com cada traço seu que vive em mim? O que eu faço com a lembrança de você dormindo na minha cama? O que eu faço com a minha vida sem a sua vida? Não tenho essas respostas. Por enquanto, só tenho a dor. Dor essa que o tempo vai curar. Mas o tempo não cura aquelas coisas, aquelas pequenas coisas doloridas que se chamam lembranças. Elas estão por toda parte. É claro que não tenho lembranças só suas, mas as suas são as melhores. Na semana passada, quando saímos para assistir ao show da Norah Jones, eu pensava em Deus, não sei por qual motivo. A apresentação começou, e naquele dia de sol você me abraçava, havia boa música e paz. Em certo momento, pensei: isso é Deus. Esse momento é sagrado, e não importa o que aconteça, vou guardá-lo. Está tudo aqui, dentro de mim, guardadinho junto com o amor que sinto por você. Você decidiu que devo guardá-lo, mas ele é tão grande que não sei se cabe todo em mim. Está transbordando em forma de lágrima.

Andando de bicicleta

Quando algum sentimento muito forte me atinge, nunca sei como começar a colocar tudo isso no papel. Nem sei porque preciso tanto colocar isso no papel, mas preciso. Nem papel é, é só tela de computador e fim.
Como de hábito, textos tristes e sem cor falam de amor. Aprendi a amar da maneira errada. Essa é a verdade. Mas outra verdade é que estou tentando aprender como se faz do jeito certo.

Aprendizados nunca são fáceis. Quando aprendi a andar de bicicleta, caí e ralei o joelho muitas vezes até pegar o jeito.
Continuo caindo, mas a dor agora é muito maior do que o que pode provocar uma simples ralada no joelho. Às vezes a dor é tanta que fica difícil levantar e continuar pedalando.

Nunca tive muito auto-controle, e quando aquele sentimento vem todo de uma vez e me sufoca… não consigo parar a bicicleta e ela acaba atropelando sua própria dona. Estou tentando frear desesperadamente, porque sei que no fim dessa estrada está a pessoa que eu mais amo e amei em toda a minha vida. Alguém com o qual pretendo construir uma vida e sobreviver até o final dela, acompanhando cada novo cabelo branco. Alguém que vou levar na garupa da minha bicicleta pra sempre. Mesmo que o sempre sempre acabe.

Erros e motivos

Querer que dê certo é insistir em fazer o errado. Muitos erros cometeremos na busca do que julgamos correto. Eu e você somos frutos de coisas que falharam… e estamos dando certo. Sua boca é o que eu chamo de paz, e seu cabelo é o que eu chamo de céu. Tudo que eu mais quero é continuar errando com você, sem soltar sua mão. Acredito em encontros preciosos, e o nosso foi um deles. Aliás, não foi um encontro. É um encontro. Continuo te encontrando todo dia… no gosto bom de um pedaço de bolo, no alívio de um banho demorado ou em horas bem dormidas. Não te amo por conveniência. Não te amo porque é fácil. Te amo porque é difícil, e porque temos milhares de problemas e diferenças. Te amo porque lutar por você me faz feliz. Te amo porque nosso amor não é desses que se encosta em qualquer motivo idiota para se amar. Te amo… porque te amo.

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Tema: Esquire até Matthew Buchanan.

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