É. Cheguei ao auge da minha dor. Ao auge de algo que não tem solução. Escrevo para não sufocar ainda mais tudo que me dilacera por dentro, mas, não sei ao certo o que dizer. Parece que todos os órgãos do meu corpo querem gritar, tomar uma atitude. Meu cérebro já não responde meus chamados, e meu coração… bem… este bate cansado e com frio. Dói, não tem remédio, e pelo que vejo, para sempre vai doer. Olho para mim e só encontro distância: distância do futuro, do passado, e do presente. Fragmentos de lembranças que quero retomar, mas que não podem ser revividas. Nada de muito concreto: um abraço aqui, um beijo ali, coisas assim, desejáveis e irremediáveis. Não mais acredito em solução, em milagres, ou em pessoas. Acredito em relatos, como este. O relato do dia em que deixei de sonhar. Julguem, achem o que for melhor achar. Nada mais arranha minha mórbida paz.