Paixonites

Em noites como essa, de muita chuva e pouca conversa, o que me resta é escrever. Escrever para acreditar que estou conversando com alguém. Talvez seja uma conversa comigo mesma. Eu, na minha mais pura inocência, acreditei que um dia pudesse fazer do ato de escrever uma profissão. De fato, dá para fazer. Mas isso só é para quem é perfeito, para quem fez cursos com Eugênio Mohallem ou conhece algum organizador de Cannes. Eu, uma qualquer comum, não posso com a redação. Não posso porque não sou perfeita. Não posso porque não escrevo do jeito que querem que eu escreva. Não organizo as letras com o cérebro, organizo com o coração, mas confesso que hoje meu coração está desorganizado… sempre falo dele por aqui… afinal, é ou não é um órgão vital? Só estou dando a devida importância. Mas é como diz o ditado: quanto mais você quer, menos você tem. Eu não tenho nada… porque sempre quis muito. Imaginava tardes lindas deitada na grama de mãos dadas. Noites de chuva no cinema, viagens intermináveis… que nunca existiram. Como eu faço para não querer? Para não desejar? Sou humana, preciso de carinho, preciso de amor. E não tenho. Assim como não tenho a capacidade de comprar um carro ou uma casa através das coisas que escrevo.

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2 comentários sobre “Paixonites

  1. um dia desses escrevi algo sobre, acho que lhe serve:

    “não deves escrever bem quem nunca sentiu, qualquer dor, amor, sorriso, olhar ou uma música, que fosse. também penso que não deve viver bem, quem nunca viveu de suas loucuras, sendo elas o que forem. e que nunca viu partir uma saudade sem um aceno, e uma chegada sem um abraço.

    – não vive bem, quem nunca muda. a mesmisse, é muito chata.”

  2. Em primeiro lugar, parabems pela inciativa do Blog.

    Quanto a não ser capaz de ganhar dinheiro com redação… acho que isso não existe. É possivel. Não, não sou redator, mas conheço muitos. Tudo depende do ponto de vista/partida.

    Se quiser, adiciona no msn. Quando for aprovar(ou não) o post, verá meu email(msn).

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