Não passou

Segurei sua mão. Você prestava atenção no filme, e eu, enquanto sentia seus dedos, pensava: Agora estamos aqui. O tempo parece paralisado, e te tenho comigo da forma mais segura e bonita possível. Muitas coisas passaram pela minha cabeça. Planos, desejos, medos e lembranças. Me sinto atormentada ao saber que depois de algumas horas (momento em que o filme terminaria), aquela segurança toda ia se acabar. Te deixaria em casa e mais uma vez você iria viver seu mundo e eu iria viver o meu, sem você. No dia seguinte, acordaríamos cedo para trabalhar e aquilo tudo seria apenas mais uma memória em meio à e-mails solicitando planilhas, telefonemas cobrando relatórios e papéis por cima da mesa. E é assim que tem que ser. Efêmero, momentâneo e casual. Assim como você quer.

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