Circo

Não posso me machucar tanto
Corro o risco de nunca cicatrizar
É o preço que se paga
Por colocar o sentir antes do pensar

Inúmeras provas, eu tive
De que impulsos não são confiáveis
De que palavras são o que são
Mas eu sempre, sempre quero acreditar

Eu não sei a razão disso
Tudo que eu quero é não acreditar
Em mais ninguém
Em nada do que me apareça na frente

Não sei mais o que faço
Para me proteger de mim mesma
Alguém me avise, por favor…

quando meu nariz de palhaça cair.

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