London calling…

Eu só queria poder descrever o que sinto quando me lembro de julho de 2006. Posso lembrar como se fosse hoje do cheiro de fish and chips que invadia meu nariz every single morning. Mas afinal, o que faz de Londres o que ela é? E o que ela é? Muito mais que um simples lugar do mundo, com certeza. Não sei se concordo com a definição de ” cidade de muitas culturas “. Aliás, concordo sim. Mas não é só isso. Londres é a cidade de muitas culturas pois consegue, justamente, fazer com que todo mundo se sinta confortável pelo simples fato de respirar o mesmo ar que o outro. A frieza que paira sobre todas as metrópoles também está presente por lá, claro. Mas isso é simplesmente ótimo! E não consigo explicar o motivo! Londres é a cidade da controvérsia. O clima está frio, mas você se sente quentinho. O Big Ben te lembra a todo o momento que você está atrasado, que tinha qualquer coisa pra fazer e não fez… mas, believe me, isso é lindo. Os problemas que toda cidade tem, Londres também tem. A diferença é que lá, apesar de todo o trânsito, as pessoas insistem em parar para você atravessar. Você leitor deve estar pensando que eu sou idiota e só fiz esse texto para babar num passado do qual sinto saudades, sem citar todas as outras tantas mazelas européias que certamente atingem a capital britânica. E você está certo. É isso mesmo. Só escrevi estas palavras para me deleitar com recordações que estarão para sempre vivas no meu éssidoizinho. (S2)

Penso, logo…

Me mordo de inveja ao saber que existem pessoas tranquilas. Que existem pessoas seguras, e que sua segurança os torna constantes. Minha cabeça faz suposições idiotas e incessantes. Penso na vida. Penso na morte. Penso no Brasil. Penso na China. Penso, penso e penso. Esqueço das horas… contemplativa, apenas me conscientizo da minha falta de lucidez quando ouço algum barulho ou algo se movimenta. Eu só queria um pouquinho de paz de espírito. Mas, talvez por convicção ou por influência dos céus (?) simplesmente NÃO consigo sossegar um minuto que seja. E não venham me dizer que isso é legal. Que isso é um traço positivo de minha personalidade. Só eu conheço o furacão que tenho dentro do peito. Agora, quem em pleno sábado a noite estaria escrevendo sobre tamanho absurdo? Eu. É, porque coisas simples não me agradam. INFELIZMENTE. Eu poderia estar vendo um filme, tomando uma cerveja… ou poderia estar simplesmente dormindo mesmo. Mas né. Estou aqui escrevendo sobre as intermitentes loucuras que me assolam. Alguns dizem que no mundo, para não sofrer, basta não pensar. E agora?

4 anos

Todo mundo comemorando, todo mundo feliz. Uma etapa importantíssima está em sua reta final: a universidade. Finalmente seremos publicitários de verdade. Testados e (nem sempre) aprovados pelo mercado. Aí é que está… vejo a PUC-SP como uma mãe ensinando o filho a andar de bicicleta… e não quero soltar a mão. Não se trata apenas de absorção de conhecimento, notas, pesquisas científicas e etc. Aos meus olhos, é algo maior que isso. Vejo-me perdendo uma extensão da minha casa e da minha família. Nunca me senti tão bem e tão acolhida em um local (óbvio, com exceção do meu lar) como na Pontifícia. Porque é lá que a gente aprende… aprende a ser gente, o que é mais importante do que qualquer outro tipo de aprendizado. É lá que a gente toma aquela tão merecida cervejinha no fim do dia. É lá que batemos um papo descompromissado, sobre a vida e suas peculiaridades. Claro que dá pra fazer isso em qualquer outro lugar. Mas não com os mesmos ares. Não com o orgulho de ser puquiano.

OBRIGADA, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.