Apanhado de palavras que definem by Tati Bernardi

“ você estragou tudo sendo louca, quem te aguenta?” Essa frase me acompanhou pelos últimos meses não me deixando dormir, comer, trabalhar, gostar, respirar ou sorrir direito. ”

” Só você conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente. ”

” Mas agora, hoje, guarda isso, eu amo demais você. Por que escrevo? Porque é a minha vingança contra todas as palavras e sensações que morrem todos os dias mostrando pra gente que nada vale de nada. “

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Andando de bicicleta

Quando algum sentimento muito forte me atinge, nunca sei como começar a colocar tudo isso no papel. Nem sei porque preciso tanto colocar isso no papel, mas preciso. Nem papel é, é só tela de computador e fim.
Como de hábito, textos tristes e sem cor falam de amor. Aprendi a amar da maneira errada. Essa é a verdade. Mas outra verdade é que estou tentando aprender como se faz do jeito certo.

Aprendizados nunca são fáceis. Quando aprendi a andar de bicicleta, caí e ralei o joelho muitas vezes até pegar o jeito.
Continuo caindo, mas a dor agora é muito maior do que o que pode provocar uma simples ralada no joelho. Às vezes a dor é tanta que fica difícil levantar e continuar pedalando.

Nunca tive muito auto-controle, e quando aquele sentimento vem todo de uma vez e me sufoca… não consigo parar a bicicleta e ela acaba atropelando sua própria dona. Estou tentando frear desesperadamente, porque sei que no fim dessa estrada está a pessoa que eu mais amo e amei em toda a minha vida. Alguém com o qual pretendo construir uma vida e sobreviver até o final dela, acompanhando cada novo cabelo branco. Alguém que vou levar na garupa da minha bicicleta pra sempre. Mesmo que o sempre sempre acabe.