Andando de bicicleta

Quando algum sentimento muito forte me atinge, nunca sei como começar a colocar tudo isso no papel. Nem sei porque preciso tanto colocar isso no papel, mas preciso. Nem papel é, é só tela de computador e fim.
Como de hábito, textos tristes e sem cor falam de amor. Aprendi a amar da maneira errada. Essa é a verdade. Mas outra verdade é que estou tentando aprender como se faz do jeito certo.

Aprendizados nunca são fáceis. Quando aprendi a andar de bicicleta, caí e ralei o joelho muitas vezes até pegar o jeito.
Continuo caindo, mas a dor agora é muito maior do que o que pode provocar uma simples ralada no joelho. Às vezes a dor é tanta que fica difícil levantar e continuar pedalando.

Nunca tive muito auto-controle, e quando aquele sentimento vem todo de uma vez e me sufoca… não consigo parar a bicicleta e ela acaba atropelando sua própria dona. Estou tentando frear desesperadamente, porque sei que no fim dessa estrada está a pessoa que eu mais amo e amei em toda a minha vida. Alguém com o qual pretendo construir uma vida e sobreviver até o final dela, acompanhando cada novo cabelo branco. Alguém que vou levar na garupa da minha bicicleta pra sempre. Mesmo que o sempre sempre acabe.

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