Mais cor, mais vida.

Fora do eixo, fora do lugar. Como um recorte de revista mofado embaixo de um armário velho, tentando voltar para a página da qual saiu.
Não repudio o café quente derramado em minhas pernas, nem os cacos de vidro debaixo dos meus pés. Não caminho dentro da estrada: a estrada é que está caminhando dentro de mim.
Sou uma mera espectadora, posso ver toda a confusão daqui de cima. Mostrei o que havia para mostrar. Sendo suficiente ou não, isso sou eu. Isso é a vida.
E, meus caros, como todos dizem, a vida vai embora. Vai embora num sopro, num coração partido, num dia mal vivido. No trânsito, nas reuniões tediosas… nestes momentos, a vida se esvai.
Mas que belíssima contradição, não é mesmo? Esta mesma vida que se desmancha em situações indesejadas, exige que dediquemos boa parte do nosso maior bem, o tempo, à coisas e histórias igualmente chatas e cinzentas. O segredo é buscar as cores. Sei bem onde elas se escondem e posso te contar. Se quiser, é claro.

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