De volta ao 0

Faz tempo que estou tentando escrever algo. Não sei o que acontece, mas parece que minha mente parou. É como se eu estivesse no piloto automático: acordo, trabalho, vou pra casa, finjo que existo e é isso. Não presto atenção em nada do que acontece ao meu redor.

O mais assustador é que essa mecânica me parece suficiente. Na verdade, sinto que estou com medo de me arriscar, mais uma vez. Quero ficar quieta no meu casulo, afinal, a vida sem amor não tem graça e nem faz sentido. Sempre que sofro uma decepção relativamente grande passo por um período de total paralisia. É como se eu apertasse o ” pause ” e ficasse analisando aquela cena, parada bem ali na minha frente, tentando encontrar meus próprios erros. Não preciso procurar muito, conheço todos eles e sei onde estão.

A história é a mesma: uma porção de palavras significativas, uma ida ao cinema e alguns jantares. As pessoas dizem que foi só mais um episódio de muitos que virão. E isso é verdade. Mas cansa… e como cansa. Não quero mais problemas, não quero mais ter trabalho. Não quero ter que escrever as mesmas coisas nesse blog. Quero deitar no colo de alguém no fim do dia e me sentir segura. Prazer, sou uma velha de 23 anos.

“ … the day breaks and everything is new. ”

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