O de sempre, por favor.

Observo alguns casamentos e percebo que vocês estão com a razão. Nada é para sempre, e se é, não passa de uma mistura de tolerância e paciência. Não quero coisas com prazo de validade. Não quero que um amor se torne um favor. Sei que somos feitos de instantes. Fragmentos de situações que proporcionam prazer, ódio, alegria ou dor. Mas pagamos um preço muito caro por essa vida de momentos. Tenho um senso de liberdade que não condiz com a nossa atual situação social. Para mim, liberdade é ter alguém realmente importante para dividir. Liberdade não é beijar um milhão de bocas como se o mundo fosse acabar amanhã. Acho que minha ingenuidade faz com que eu lute por coisas que não existem, tipo amor eterno. Amor eterno realmente não existe. Épocas existem. Contextos existem. Ótimas transas existem. Mas constância e permanência, não. Em tempos modernos, continuo sendo antiga. Continuo escolhendo a profundidade. E continuo me ferrando. 🙂

Drama

Que grande burrice.Percebo que esta futilidade não me pertence, e que se quer entendo de onde ela vem.
É muita ousadia voltar ao 0. De repente, me deparo com cenas de um filme que não deveria estar em cartaz.
A falta de expectativas e a superficialidade vão acabar me engolindo por completo. Acho que tudo era mais
interessante quando eu não tinha tanto medo de me mostrar e de me machucar. Será que temer o desconhecido
é realmente positivo? Frases soltas. Pouca conexão, pouca exposição e muito cuidado. Não quero ter cuidado, quero serenidade. Quero desejos compatíveis.