pó.

O pior é saber que a autodestruição acontece naturalmente, em um piscar de olhos. A vida vai, volta… e a gente sempre chega no mesmo ponto. As mesmas questões estão sempre nos rodeando, como urubus em busca de uma morte qualquer. Será que algum dia a gente cansa de esperar por algo diferente? Será que algum dia o diferente cansa de fugir da gente? Será que realmente desejamos o que é diferente? Tentar mudar e falhar é frustrante. Logo, ficamos na mesma. Na mesma posição vulnerável e enfraquecida que acompanha todos aqueles que amam muito. Talvez a tranquilidade seja um privilégio de poucos. Ou algo que a gente só conquista depois dos 60 anos, quando já não pensamos em mais nada. A tranquilidade gosta de ser interrompida. As coisas velhas não se encaixam, mas a poeira de sentimentos antigos que não se deixam varrer sempre fica. Como manter a sanidade mental em meio aos cenários mais perturbadores? Eu costumo escrever, contar letras… mas acabo sendo engolida por desafios descabidos e invencíveis. Me dê a mão, eu busco a cura. Só. Sozinha.

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