Perder, ganhar.

 

Eu vou errar de novo. Acordar com essa certeza não é fácil. As imperfeições deixam tudo mais bonito, mas cometer o mesmo erro over and over again não é legal. Meu cérebro já parou de funcionar faz tempo… além disso, estou ficando cega. Ondas de pura irracionalidade me impedem de enxergar o óbvio: ninguém tem obrigação de nada. A gente só tem vontade. Uma vontade desgraçada e maldita de ser bicho. Nenhum ser racional se destruiria tão rapidamente assim. Mesmo em silêncio, me saboto. Faço questão de manter o drama em minha vida. Dizem que a maturidade vem depois de uns tombos e de uns tapas na cara, mas ó… já tô cheia de hematomas de tanto cair. E até agora nem sinal de amadurecimento. Eu sou isso aí, e o preço que pago por ser tanto é muito. Levo o amor pra longe, mas preciso dele. Levo minhas coisas para onde elas não querem estar. De uma forma ou de outra, a gente acaba fazendo errado. Não tenho propriedades nem quero ser sua dona. Quero ter tudo que te faz feliz pra perder tudo  que te faz minha. 

 

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