Perder, ganhar.

 

Eu vou errar de novo. Acordar com essa certeza não é fácil. As imperfeições deixam tudo mais bonito, mas cometer o mesmo erro over and over again não é legal. Meu cérebro já parou de funcionar faz tempo… além disso, estou ficando cega. Ondas de pura irracionalidade me impedem de enxergar o óbvio: ninguém tem obrigação de nada. A gente só tem vontade. Uma vontade desgraçada e maldita de ser bicho. Nenhum ser racional se destruiria tão rapidamente assim. Mesmo em silêncio, me saboto. Faço questão de manter o drama em minha vida. Dizem que a maturidade vem depois de uns tombos e de uns tapas na cara, mas ó… já tô cheia de hematomas de tanto cair. E até agora nem sinal de amadurecimento. Eu sou isso aí, e o preço que pago por ser tanto é muito. Levo o amor pra longe, mas preciso dele. Levo minhas coisas para onde elas não querem estar. De uma forma ou de outra, a gente acaba fazendo errado. Não tenho propriedades nem quero ser sua dona. Quero ter tudo que te faz feliz pra perder tudo  que te faz minha. 

 

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Será?

Comigo funciona assim:

No primeiro dia, não estou nem aí. No segundo dia, menos.
O tempo vai passando e tudo que antes era um montinho de nada se torna algo grande.
Grande tipo um urso polar. Grande tipo um urso polar enorme te abraçando calorosamente.
De repente, tudo fica totalmente incompreensível. Incompreensível como uma prova de física
quântica. Incompreensível como dormir sem meias no inverno. É, aí vem o problema. O que fazer? O que falar? Tudo isso é muito cruel. Como entender o que se passa na mente de outra pessoa? Como saber se esta outra pessoa
está really into it? Eu não sei! Sou alguém que precisa de sinais. Precisa de palavras e expressões que
revelem o que é… ou o que não é. Na verdade, I wasn’t born for that. Faço tudo errado.
Só queria um abraço e a frase: ‘ gosto de você assim ‘.

Whatever.

Vem cá

Minhas coisas estão jogadas e não vou recolhê-las. Minha mãe está desapontada, mas não posso ajudá-la. Seu copo está sujo, lave-o. Sua roupa está amarrotada. Estão me atirando flores, mas parecem tijolos. Confundo o que quero e o que não quero. Vago sozinha nas ruas esperando meu show continuar. Egoísmo puro, meu, seu, de todo mundo. Nosso egoísmo bonito, poético e voraz. Morde minha boca e torce meu braço… congela meus ossos e amarga meus casos. Te prometo um futuro que não sei se quero pra mim, proteção, solidão. Seu desprezo assassinou minha vontade de caminhar. Vou puxar uma cadeira e aguardar os pensamentos ruins irem embora. Muitas vezes uma bala na cabeça é o que não temos coragem de dizer. Muitas vezes, não tenho coragem nem de viver. Quanto mais de morrer. Morrer dá trabalho. Sofrimento demanda energia. E é por isso que mesmo morta, ainda vivo. Mais que muitos, mais que todos. Vivo porque não há nada melhor pra fazer. Eu poderia estar tomando um café, comendo um pão. Mas estou morrendo um pouco mais. Cada dia mais. Vem cá, me dá um abraço.

Mais uma vez

Chega de colocar a culpa em mim
Fiz por você o que não fiz por ninguém
Dei o melhor dos abraços
Te enfeitei com mil laços

Agora, se não quer
Vou tentar aceitar
Outra pessoa enganar
Outro corpo aquecer

Não vou esperar
Mais um beijo
Mais um toque
Mais uma lamentação

Mais uma mentira
Mais um amor
Mais um medo
Mais um não.