27

Não entendo a crueldade do destino. Não sei qual é a do universo comigo. Também não entendo minha ingenuidade estúpida, que segue atropelando instintos de auto-proteção (com hífen ou sem hífen, I don’t give a damn). Mas queria mesmo poder ver qual é a essência das coisas que me acontecem. Eu já sofri tanto, e mostrei todo o meu sofrimento, meus sentimentos, meu coração… mostrei tudo. Me mostro. Me entrego. Me ferro. Digo que nunca mais vou repetir o erro. Quando me dou conta estou sozinha mais uma vez. Sozinha com o que aprendi a sentir, sozinha com minha mania de doar tudo que tenho ao outro. Dou tudo o que tenho, não deixo nada pra mim. Não deixo nada pra amanhã, quando já é demasiadamente tarde para se arrepender. Depois de um turbilhão de sensações e promessas e abraços e beijos… isso. Minha alma não consegue acompanhar. Mundo, se você tem algum plano pra mim… me mostra qual é? Não tô mais vendo sentido algum em ser gente. Não tô mais vendo sentido em tomar uma cerveja, acender um cigarro e continuar andando. Mas acho que é isso mesmo. Vida feita de instantes… aproveite os bons momentos, já que os ruins chegam na velocidade da luz. Acho superficial. Mas quem se importa com o que eu acho? Lembranças tenho muitas. Quero ter com quem contar. Mas eu nunca vou encontrar. Eu nunca vou parar de reclamar. E ninguém vai me entender. Falta muito pros 27? Que seja.

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