Eu não pareço com você.

Todo mundo espera alguma coisa de você. O cara que tá vendendo bala no farol quer que você compre. Seu chefe quer que você trabalhe. Seu cachorro quer ração e carinho. Seus pais querem que você vingue. O que você quer? Quero o fim dos rostos melancólicos. Quero um abraço, um sorriso ou um gesto maternal. Quero a doçura. Mas, são só quereres. As vidas que ocupam os botecos sujos são mais calorosas do que as suas. As vozes que as pessoas escutam são mais horríveis do que os seus medos. Eu voltei, mas não pareço com você. Nem com eles. Mesmo sendo diferente, não sou especial. Somos todos estrume. E é com essa certeza que rezo todo dia pra alguém me tirar daqui. O quanto antes. Agora, pra ontem. Pra sempre. Pra nunca mais voltar. Fé na batalha e boa noite pra quem trabalha.

AFASTEM-SE: o pessimista quer passar.

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Apenas seja.

Entender o elo de ligação que faz com que os pais projetem nos filhos expectativas que não condizem com a realidade. Esta é a minha missão nesse momento.

Gostar de carne, frango, homem ou mulher. Atuar como físico, jornalista, engenheiro ou palhaço de circo. São apenas preferências, tão medíocres quanto nossa breve existência no planeta. E justamente por ser dona de uma existência tão breve, eu escolho a felicidade. Escolho ser quem eu sou, por mais egoísta que essa escolha possa parecer.

Cultivo um profundo amor por meus pais. Mas também cultivo um profundo amor por quem sou, e tenho plena noção de que, como cantam os Engenheiros do Hawaí, somos quem podemos ser. Temos nossas peculiaridades e diferenças, que servem para exercitarmos a tolerância e o respeito.

Enquanto as pessoas se preocuparem com o que faz o outro feliz e não com a felicidade em si, teremos esse mundo violento, caótico e amargo. Ninguém gosta de causar sofrimento ao outro, principalmente quando o outro é alguém que você ama muito. Mas se o sofrimento é causado por uma simples preferência, não há nada que possa ser feito.

Ame-se. Seja quem você é, seja o que você gosta de ser. Faça apenas o que te dá prazer. Felicidade e egoísmo andam juntos, feliz ou infelizmente.

Dores e beliscões

Um cachorro pequinês beliscando o bico dos meus mamilos apenas com os dentinhos da frente
Um copo de café quente que derrubam em suas pernas
A lateral de uma folha sulfite cortando seu dedo mindinho
Um elástico batendo no seu nariz
Um beliscão da sua tia

Tudo isso dói.

Escrevo para que a dor passe. E confesso ter a esperança de que escrevendo, você volte. Bullshit.

Esperança. Alguém sabe como matar esse sentimentozinho insistente e irritante?

Tô pedindo muito. Eu sei.

Não sei se preciso de um tempo pra respirar ou de um tempo pra ser eu mesma. O problema, na verdade, taí: quem sou eu? Não tô brincando não. Quando acho que liguei os motores de uma vida nova, tudo volta para o zero. Tipo quando o avião começa a andar e todo mundo pensa que ele vai decolar, mas na verdade está só manobrando. Eu fico nessa manobra constante e parece que não vou decolar nunca. Sei que metade do quebra-cabeças já montei, mas a outra metade está empacada. Não vai. Não acho a peça que está faltando. E pra eu achar esta peça pode demorar aaaanos… e até lá, o que vou fazer? Continuar errando, errando… errar uma vez ok. Errar duas ok. Mas já foram muitos erros… e é tudo culpa da minha impulsividade. É, no fundo é isso. Em paralelo, ainda existe uma vida amorosa. Ou melhor, não existe. Sinto uma falta tão grande de você que a dor é semelhante ao dedinho do pé batendo na quina do sofá de dois em dois minutos. Sinto a necessidade de me apegar. De acreditar em alguma coisa. Acredito em Deus, mas queria uma presença maior destes seres (não sei se só existe um deles, alguém sabe me dizer?) onipotentes. E ainda quero tempo pra dormir. Me divertir. E o Natal vem aí. E o Reveillón também. E mais um ano. E tudo de novo. E mais horas perdidas no trânsito. E nenhum amor de verdade. E nada que me realize. Enfim… tô pedindo muito, né? Felicidade é uma coisa relativa mesmo.

Obs: O texto talvez não seja bom, mas o vídeo aí embaixo, ahhhh esse vale a pena hein.

Quero que passe

É muito duro saber que tive a felicidade nas mãos e que ela me escorreu pelos dedos. Ter consciência de que estraguei tudo através do meu ciúme e da minha própria inseguraça é terrível. Me machuco um pouco mais todos os dias pensando nisso. Mas talvez, se não tivesse acontecido, eu não teria aprendido. Acho que só consigo aprender as coisas perdendo ou sofrendo. Tá difícil e vai ser difícil. Pelo menos, sei que amadureci e não vou cometer os mesmos erros no futuro. Eu aprendi muita coisa… mas de que adianta, se não posso compartilhar com você? Bom… espero que você também tenha aprendido. Não quero mais me martirizar. 4 da manhã e já deu minha hora.

Pela dor, pelo amor… whatever.

Sabe que eu cansei de estar cansada, de querer e não ter, de escrever, escrever e escrever… hoje acordei com um pouco menos de energia, energia essa que já está operando em sua capacidade máxima para tentar me botar em pé de novo, com o coração partido e a cabeça erguida. Sabe que minha melhor amiga hoje disse que vou encontrar alguém tão especial quanto eu, e eu disse que já havia encontrado. Nesse ponto ela me interrompeu, falou que se eu tivesse realmente encontrado, você estaria comigo. Nesse ponto eu fiquei calada.

Essa minha vida muda muito em pouco tempo, e sabe o que mais? Eu estou farta de mudanças. Eu não queria mudar. Queria você, queria te ver dar risada de alguma coisa idiota de novo. Mas se mudar é ‘ o melhor que tá tendo ‘, como você costumava dizer, não adianta lutar contra, né?

Queria estabilidade. Um apartamento bagunçado, um cachorro sujo e um filme na TV. Acho que é aí que eu peco. Tenho 22 anos, estou no clímax da minha juventude e penso como uma mulher de meia idade, que quer se casar e descansar logo. Cansei de ficar bêbada, de ouvir batidas incompreensíveis na balada e de voltar pra casa com aquele sentimento de ” what about tomorrow? “. Me aceita, sabe. Se eu te aceitei como você é, com esse monte de defeitos absurdos, me aceita também com os meus.

A única explicação que encontro é a de que seu amor não era suficiente. E não devia ser mesmo. Interrompeu tudo o que poderia acontecer, todo o aprendizado que poderíamos ter… por causa da falta de paciência e da falta de tolerância. Fico imaginando como devo ter sido substituída rapidamente. Seu silêncio grita isso dentro de mim.

Mas o esforço que eu estou fazendo para te apagar da minha memória com certeza vai me trazer mais um aprendizado. Só não aguento mais aprender na dor. Queria aprender no amor. Pelo menos uma vez…

Andando de bicicleta

Quando algum sentimento muito forte me atinge, nunca sei como começar a colocar tudo isso no papel. Nem sei porque preciso tanto colocar isso no papel, mas preciso. Nem papel é, é só tela de computador e fim.
Como de hábito, textos tristes e sem cor falam de amor. Aprendi a amar da maneira errada. Essa é a verdade. Mas outra verdade é que estou tentando aprender como se faz do jeito certo.

Aprendizados nunca são fáceis. Quando aprendi a andar de bicicleta, caí e ralei o joelho muitas vezes até pegar o jeito.
Continuo caindo, mas a dor agora é muito maior do que o que pode provocar uma simples ralada no joelho. Às vezes a dor é tanta que fica difícil levantar e continuar pedalando.

Nunca tive muito auto-controle, e quando aquele sentimento vem todo de uma vez e me sufoca… não consigo parar a bicicleta e ela acaba atropelando sua própria dona. Estou tentando frear desesperadamente, porque sei que no fim dessa estrada está a pessoa que eu mais amo e amei em toda a minha vida. Alguém com o qual pretendo construir uma vida e sobreviver até o final dela, acompanhando cada novo cabelo branco. Alguém que vou levar na garupa da minha bicicleta pra sempre. Mesmo que o sempre sempre acabe.