Tô pedindo muito. Eu sei.

Não sei se preciso de um tempo pra respirar ou de um tempo pra ser eu mesma. O problema, na verdade, taí: quem sou eu? Não tô brincando não. Quando acho que liguei os motores de uma vida nova, tudo volta para o zero. Tipo quando o avião começa a andar e todo mundo pensa que ele vai decolar, mas na verdade está só manobrando. Eu fico nessa manobra constante e parece que não vou decolar nunca. Sei que metade do quebra-cabeças já montei, mas a outra metade está empacada. Não vai. Não acho a peça que está faltando. E pra eu achar esta peça pode demorar aaaanos… e até lá, o que vou fazer? Continuar errando, errando… errar uma vez ok. Errar duas ok. Mas já foram muitos erros… e é tudo culpa da minha impulsividade. É, no fundo é isso. Em paralelo, ainda existe uma vida amorosa. Ou melhor, não existe. Sinto uma falta tão grande de você que a dor é semelhante ao dedinho do pé batendo na quina do sofá de dois em dois minutos. Sinto a necessidade de me apegar. De acreditar em alguma coisa. Acredito em Deus, mas queria uma presença maior destes seres (não sei se só existe um deles, alguém sabe me dizer?) onipotentes. E ainda quero tempo pra dormir. Me divertir. E o Natal vem aí. E o Reveillón também. E mais um ano. E tudo de novo. E mais horas perdidas no trânsito. E nenhum amor de verdade. E nada que me realize. Enfim… tô pedindo muito, né? Felicidade é uma coisa relativa mesmo.

Obs: O texto talvez não seja bom, mas o vídeo aí embaixo, ahhhh esse vale a pena hein.

Página em branco

Aqui estou, olhando essa página em branco.
Preciso escrever, só não sei como.
Preciso escrever que sinto raiva.
Que sinto dor.
Que perdi meu tempo.

Que eu queria muito.
Sempre quis muito.
E me restou o nada.

Agora, esse nada é o que tenho.
Melhor assim.
Antes o nada, do que a dor.
Antes o nada, do que a raiva.

Antes não saber amar.
Confortável, pra você.