Bons ventos virão.

O amor pode ser frustrante. Normalmente, nós frustramos o amor com nossas atitudes egoístas e estranhas. Mas o que dizer? Somos humanos. São fases. São momentos. A gente assusta, aperta, assopra… a gente estraga o amor. Mas também tem amor que não estraga! Tem amor que ama. Mesmo assustado, conforta e alegra. Mesmo alegre, chora e sangra. E qual amor não sangra? Todo amor padece de humanidades. Humanidades fúteis, pequenezas que acompanham cada personalidade doente deste mundo. Se leveza fosse um presente, eu ganharia uma caixa vazia. Mas antes de mais nada, saiba que: com você, me amo mais. E por você, até me entenderia. Sei que sou incêndio, enchente e terremoto. Sei que meus ventos são devastadores e que minhas tempestades arrepiam seus cabelos. O que a gente sabe da vida é que ela é difícil. Não tem almoço grátis, não tem praia na segunda e não tem massagem nos pés. O amor facilita. O amor suaviza.

O amor é sua risada.

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Profundezas

Não sei ser sensual. Não sei flertar na balada. Não sei nem o que dizer quando alguém que acho incrível chega perto de mim. Onde vou parar?
Estou numa fase (se é que posso chamar isso de fase – não sei qual nome dar) muito, muito estranha. Nunca me senti tão cansada das pessoas. Nunca falhei tanto em tentativas de relacionamento e nunca estranhei tanto o meu comportamento. Continuo a mesma: alguém que quer dar amor e que precisa receber amor. Só que a forma de amar mudou. Antes, gostava das coisas pesadas. Gostava de cobranças, de promessas e de planos. Não quero mais planejar coisa nenhuma. Só quero alguém pra rir, alguém pra me divertir, alguém que goste de ler e que tolere alterações bruscas de humor. Sou louca. Digo que não quero planos, mas assim que conheço alguém minimamente interessante, já me imagino fazendo viagens incríveis com a pessoa.
Já imagino nossa casa e já penso no nome do nosso cachorro. Eu não me tolero. Não me tolero porque não consigo me contentar com um milhão de mensagens de bom dia. Não quero isso. Quero presença, quero pele, quero confiar. Mas meu Deus do céu… não encontro, e tenho preguiça de procurar. Estou vivendo um ciclo que está me afundando: não acredito que a pessoa certa vá cair do céu – por outro lado, tenho preguiça de ir atrás – logo, fico na mesma. Tô precisando de alguém que lute por mim… mas que lute com leveza. Alguém que não me sufoque. Mas nem sei se valho a pena.

Pena

‘ Tu tens de ser mais leve. Tens de deixar a vida se encarregar de seus anseios. ‘

Não acredito que a leveza seja parte integrante do arquétipo de felicidade por nós construído. Todo lapso de sensibilidade, todo sinal de sentimento carrega em si o pesar.
A tonelada de areia ou a tonelada de algodão que emudece a fala de quem realmente tem o que dizer. Não sou leve, não quero ser. A superficialidade é leve… a ausência de profundidade é perigosa.
Não lhe minto ao dizer que acredito em ti, e acredito justamente pelo peso que suas palavras fazem em minhas costas. Espero não tomar seu tempo, e espero não estar arrastando o meu para o mesmo lugar de sempre. Eu conheço, você conhece. Sorte de uns, azar de outros.