Penso, logo…

Me mordo de inveja ao saber que existem pessoas tranquilas. Que existem pessoas seguras, e que sua segurança os torna constantes. Minha cabeça faz suposições idiotas e incessantes. Penso na vida. Penso na morte. Penso no Brasil. Penso na China. Penso, penso e penso. Esqueço das horas… contemplativa, apenas me conscientizo da minha falta de lucidez quando ouço algum barulho ou algo se movimenta. Eu só queria um pouquinho de paz de espírito. Mas, talvez por convicção ou por influência dos céus (?) simplesmente NÃO consigo sossegar um minuto que seja. E não venham me dizer que isso é legal. Que isso é um traço positivo de minha personalidade. Só eu conheço o furacão que tenho dentro do peito. Agora, quem em pleno sábado a noite estaria escrevendo sobre tamanho absurdo? Eu. É, porque coisas simples não me agradam. INFELIZMENTE. Eu poderia estar vendo um filme, tomando uma cerveja… ou poderia estar simplesmente dormindo mesmo. Mas né. Estou aqui escrevendo sobre as intermitentes loucuras que me assolam. Alguns dizem que no mundo, para não sofrer, basta não pensar. E agora?