Circo

Não posso me machucar tanto
Corro o risco de nunca cicatrizar
É o preço que se paga
Por colocar o sentir antes do pensar

Inúmeras provas, eu tive
De que impulsos não são confiáveis
De que palavras são o que são
Mas eu sempre, sempre quero acreditar

Eu não sei a razão disso
Tudo que eu quero é não acreditar
Em mais ninguém
Em nada do que me apareça na frente

Não sei mais o que faço
Para me proteger de mim mesma
Alguém me avise, por favor…

quando meu nariz de palhaça cair.

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1 milhão de vícios

Acho que me cansei de escrever
Não sinto vontade
Meu coração não fala
Nada é motivo

Estou lendo um livro
Acompanhando histórias
Elas não saíram de minhas mãos
Pouco importa

Tenho 1 milhão de medos
Ouço 1 milhão de gritos
Mas 1 milhão de letras
Já não me arrepiam

Todo esse tempo
Já não significa nada
Quando na vida não vemos sentido
Quem morre é a palavra

Eu acreditei

‘ … E ele me disse: pra te acompanhar, tem que ser alguém incrível. Não se preocupe nos que se vão, nos que mostram quem eram na verdade. Existe pureza na queda de conceitos, na queda de máscaras. O destino, força superior, ou como quiser chamar… sempre dá um jeito de revelar a essência dos encontros e desencontros. Mesmo quando parece que a vida puxou seu tapete. Mesmo quando parece que cortaram suas pernas e que você não vai mais conseguir levantar. Você vai levantar, sim. Vai demorar. Mas você vai renascer, muito mais forte e muito mais sóbria. Acredite em você, na força do seu talento, na sua luz. Ela vai iluminar o que agora parece impossível de entender. Irradie suas idéias, saiba que elas fazem o que você é. A arte está em você. E isso não pode ser menosprezado. Você não pode fugir do seu valor, por mais que as pessoas de valor fujam de você. Elas fogem porque sabedoria incomoda. ‘

E eu acreditei nele.