4 anos

Todo mundo comemorando, todo mundo feliz. Uma etapa importantíssima está em sua reta final: a universidade. Finalmente seremos publicitários de verdade. Testados e (nem sempre) aprovados pelo mercado. Aí é que está… vejo a PUC-SP como uma mãe ensinando o filho a andar de bicicleta… e não quero soltar a mão. Não se trata apenas de absorção de conhecimento, notas, pesquisas científicas e etc. Aos meus olhos, é algo maior que isso. Vejo-me perdendo uma extensão da minha casa e da minha família. Nunca me senti tão bem e tão acolhida em um local (óbvio, com exceção do meu lar) como na Pontifícia. Porque é lá que a gente aprende… aprende a ser gente, o que é mais importante do que qualquer outro tipo de aprendizado. É lá que a gente toma aquela tão merecida cervejinha no fim do dia. É lá que batemos um papo descompromissado, sobre a vida e suas peculiaridades. Claro que dá pra fazer isso em qualquer outro lugar. Mas não com os mesmos ares. Não com o orgulho de ser puquiano.

OBRIGADA, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Paixonites

Em noites como essa, de muita chuva e pouca conversa, o que me resta é escrever. Escrever para acreditar que estou conversando com alguém. Talvez seja uma conversa comigo mesma. Eu, na minha mais pura inocência, acreditei que um dia pudesse fazer do ato de escrever uma profissão. De fato, dá para fazer. Mas isso só é para quem é perfeito, para quem fez cursos com Eugênio Mohallem ou conhece algum organizador de Cannes. Eu, uma qualquer comum, não posso com a redação. Não posso porque não sou perfeita. Não posso porque não escrevo do jeito que querem que eu escreva. Não organizo as letras com o cérebro, organizo com o coração, mas confesso que hoje meu coração está desorganizado… sempre falo dele por aqui… afinal, é ou não é um órgão vital? Só estou dando a devida importância. Mas é como diz o ditado: quanto mais você quer, menos você tem. Eu não tenho nada… porque sempre quis muito. Imaginava tardes lindas deitada na grama de mãos dadas. Noites de chuva no cinema, viagens intermináveis… que nunca existiram. Como eu faço para não querer? Para não desejar? Sou humana, preciso de carinho, preciso de amor. E não tenho. Assim como não tenho a capacidade de comprar um carro ou uma casa através das coisas que escrevo.

Sinestesia

Quanta coisa acontecendo. Farrah Fawcet e MJ morrem, Brasil é campeão da Copa das Confederações, Sarney sendo chutado da política brasileira, e por aí vai. Eu, com a cabeça perdida em mil coisas, de repente me vejo paralisada, e esqueço de tudo em que estava pensando anteriormente. Andando na rua, uma pessoa passou ao meu lado com um perfume que logo reconheci, e me fez reviver muitas coisas. Cheiros, para mim, são muito importantes. Eles revelam mais do que um simples aroma. A intimidade de duas pessoas está exposta em um aroma. O nível de cumplicidade de um casal pode ser sintetizado por um cheirinho gostoso. Entorpecida, tentei me desvencilhar do que sentia, mas foi inútil. Estou, até agora, perdida em um doce passado. Tão doce quanto o referido perfume. Minha memória olfativa é tão intensa que até me faz chorar, me emociona instantaneamente. Acredito que lojas como a Side Walk e a Any Any (que já possuem linhas consolidadas de “ marketing sinestésico ‘’) se baseiam na existência de pessoas como eu na hora de investir em estratégias tão diferenciadas. Aliás, sempre acreditei que emoção é e sempre será a melhor saída para a diferenciação de marcas.

+ sobre no artigo do portal Marketing Brasil.

and these words sounds like: The Libertines – Music When The Lights Go Out

JUCA 2009 – PUC, MEU AMOR.

Quem nunca ouviu quando criança
Que a escola é uma 2ª casa
Que ia nos preparar para o mundo
E ia nos colocar no último estágio da adolescência, o nível superior da juventude: A faculdade.
A torcida foi muito grande para entrar nessa que é a última fase antes da vida adulta, dentro dela, faríamos a fusão: De simples alunos para comunicadores de massa.
Mostraremos a verdade para os que não sabem.
Aqui, conheceremos os mais variados tipos de gente, e com certeza mudaremos nossos hábitos.
Para qual for a situação, beberemos juntos.
Tanto para comemorar as coisas boas, como para esquecer das ruins.
Para os calouros, é a ansiedade da surpresa. Para os que estão se formando, o início da saudade.
Serão 4 anos assim: Um melhor que o outro.
Cada dia uma nova escolha.
Perceberemos que nossos rivais estarão bem na nossa frente, e ao mesmo tempo, ao nosso lado, e por toda parte.
Eles fazem parte da nossa alegria assim como nós fazemos da deles.
E nada disso teria acontecido se não tivéssemos nos juntado, para mostrar o que cada faculdade tem de especial e o que a nossa tem de diferente.
Um tempo em que veremos o porquê de tudo.
O porquê desses 4 anos que prepararam a gente.
Porque quando acabarmos esta fase, seremos considerados, todos, filhos de uma mãe católica.
O carinho criou o CACHORRO LOKO de estimação.
Porque essa faculdade não é apenas uma casa, mas sim, nossa religião, nossa força, nosso sangue.
Coisas que para onde formos, nos acompanharão, pelo resto da vida.
E serão nesses 4 longos dias a cada ano que nossos gritos ecoarão.
E ouvirão as batidas do nosso coração, e verão essa nossa fusão pegar fogo: A mistura do azul e do amarelo virar fumaça, avisando que aqui estamos:
NÓS, OS FILHOS DA PUC!