Bobagem

Mesmo em meio aos grupos nos reconhecemos

Somos indivíuos e assim continuaremos

Nossas características intrínsecas pouco importam

Contanto que saibamos como escondê-las nos momentos certos

Hoje assumo minha solidão

E por ser só me conheço muito bem

Tanto precisei de gente

Tanto desejei alguém

Mas percebo que isso é bobagem

Sou uma pessoa mais interessante porque já sei quem sou

E só sei quem sou porque passei muito tempo comigo mesma

Bebi, dormi e acordei engolindo meu próprio choro

Me peguei rindo sem motivo algum

E estou perseguindo minha paz, assim como gatos perseguem ratos

Assim como perseguimos idéias idiotas que não saem de nossas cabeças.

Linha de Chegada.

É. Cheguei ao auge da minha dor. Ao auge de algo que não tem solução. Escrevo para não sufocar ainda mais tudo que me dilacera por dentro, mas, não sei ao certo o que dizer. Parece que todos os órgãos do meu corpo querem gritar, tomar uma atitude. Meu cérebro já não responde meus chamados, e meu coração… bem… este bate cansado e com frio. Dói, não tem remédio, e pelo que vejo, para sempre vai doer. Olho para mim e só encontro distância: distância do futuro, do passado, e do presente. Fragmentos de lembranças que quero retomar, mas que não podem ser revividas. Nada de muito concreto: um abraço aqui, um beijo ali, coisas assim, desejáveis e irremediáveis. Não mais acredito em solução, em milagres, ou em pessoas. Acredito em relatos, como este. O relato do dia em que deixei de sonhar. Julguem, achem o que for melhor achar. Nada mais arranha minha mórbida paz.