Bons ventos virão.

O amor pode ser frustrante. Normalmente, nós frustramos o amor com nossas atitudes egoístas e estranhas. Mas o que dizer? Somos humanos. São fases. São momentos. A gente assusta, aperta, assopra… a gente estraga o amor. Mas também tem amor que não estraga! Tem amor que ama. Mesmo assustado, conforta e alegra. Mesmo alegre, chora e sangra. E qual amor não sangra? Todo amor padece de humanidades. Humanidades fúteis, pequenezas que acompanham cada personalidade doente deste mundo. Se leveza fosse um presente, eu ganharia uma caixa vazia. Mas antes de mais nada, saiba que: com você, me amo mais. E por você, até me entenderia. Sei que sou incêndio, enchente e terremoto. Sei que meus ventos são devastadores e que minhas tempestades arrepiam seus cabelos. O que a gente sabe da vida é que ela é difícil. Não tem almoço grátis, não tem praia na segunda e não tem massagem nos pés. O amor facilita. O amor suaviza.

O amor é sua risada.

Nosso tão questionável egocentrismo

Ontem, estava eu na fila da farmácia protagonizando mais um interessantíssimo episódio da minha nada mole vida, quando uma senhora, de uns 70 anos, deixou cair sua carteira no chão. Pacientemente, peguei o objeto e o devolvi para sua dona. A mulher, mera desconhecida que nunca havia visto mais gorda, ficou totalmente impressionada com a situação, e me agradeceu um milhão de vezes por ter simplesmente devolvido o que já era dela. Ok, sei que é clichê escrever sobre o egoísmo humano, mas fiquei tão tocada (no bom sentido, seus sujos) com a situação que resolvi me manifestar. É incrível como perdemos nosso senso de coletividade, mas seria extremista demais culpar alguém ou algo por isso. Nos dias em que vivemos, muitas vezes ao tentar um ato altruísta e de desprendimento, somos vítimas de inúmeros golpes. Além disso, a fragmentação de nossa época não nos permite olhar para outro alguém que não seja do nosso convívio, simplesmente não temos tempo. Não temos tempo de ajudar o outro, pois não conseguimos se quer nos ajudar. Apesar de tudo isso, exercitar a educação que nos foi dada é sempre gratificante. Receber um sorriso é sempre agradável.