PEGANDO FOGO!

Me disseram na semana passada: você só escreve sobre amor e desilusões no seu blog, mude um pouco o assunto. Pois bem. Continuarei no campo sentimental, mas agora falando do ódio. O ódio, para mim, é MUITO BOM. Sim, hoje pela manhã tive uma explosão de raiva que limpou a areia dos meus olhos. Me sinto renovada, com energia para fazer o que for preciso por mim mesma. Chega de sentir pena e se lamentar por algo que não passava de lixo. Mas estou feliz, muito feliz em saber que o tudo virou nada e que a raiva me impulsionou. Se você não é coerente, não é culpa minha. Se não tem valor, também não. O que eu tenho de bom, em 2 segundos, pode ser tornar péssimo. Posso ser baixa. Posso ser falsa, as fake as you darling!. Posso ser o que você quiser, amor. Mas eu não faço piada com o sentimento dos outros. Deixei flores em sua porta. Na minha, você deixou lixo. E sabe, eu acho é graça. Acho graça nas pessoas que vivem coisas e não honram suas próprias calças. Tô escrevendo aqui cheia de um sentimento que não sei explicar, mas que está me fazendo pra lá de bem. Não parece algo de Deus, parece algo do… er… nem vou falar o nome pra não dar ziquizira. Vou colocar todos os filhos-da-putinha-nonsense que conheço numa caixa e jogar no rio. Tá casadinha? Meu jeitinho te cansa? Engraçado que houve uma época que ele te encantava, néam? Sabe mentir muito bem, mas assim, só pra efeito informativo, na escola que esse povo estuda eu dou aula. Na real? Na real mesmo?

Eu quero mesmo é que seu cú pegue fogo! =D
(via @felipevit)

Abração!

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Circo

Não posso me machucar tanto
Corro o risco de nunca cicatrizar
É o preço que se paga
Por colocar o sentir antes do pensar

Inúmeras provas, eu tive
De que impulsos não são confiáveis
De que palavras são o que são
Mas eu sempre, sempre quero acreditar

Eu não sei a razão disso
Tudo que eu quero é não acreditar
Em mais ninguém
Em nada do que me apareça na frente

Não sei mais o que faço
Para me proteger de mim mesma
Alguém me avise, por favor…

quando meu nariz de palhaça cair.

Mestre de obras

Existe algo de muito obscuro em mim. Tento o tempo todo não esbarrar nessa energia. Na verdade, ela já existia há algum tempo, menos vibrante. Agora, ela pulsa dentro de mim me impedindo de realizar qualquer coisa que possa me deixar feliz. Não sinto vontade de absolutamente NADA. Não sei se sou frágil, vivo me refazendo. Mas o período que antecede a reconstrução é muito, muito grave. É como uma casa que desaba: você tem que comprar outros pisos, arrumar o telhado, procurar móveis novos e trocar as portas. Tudo isso dá muito trabalho. Seria mais fácil passar a viver numa barraca qualquer. O mesmo me ocorre agora: não quero encarar a dor, quero acreditar que por um milagre as coisas vão terminar bem. Mas não vão. Eu vou ter que reconstruir tudo sozinha, tijolo por tijolo. Peço desculpas aos meus poucos leitores, mas isto aqui é meu refúgio. Sou eu, fugindo comigo mesma. Perdão.